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O percurso formativo para as atividades e formações educomunicativas na Viração

Ao tornar-se uma associação, com CNPJ próprio, a Viração escolheu “Viração Educomunicação” como seu nome oficial. No texto anterior, você leu sobre o conceito de “educomunicação” que pode ser aplicado a diversas iniciativas. Mas e para Viração? Como nós fazemos educomunicação no dia-a-dia. Qual é o nosso jeito de colocá-la em prática? Não há uma receita específica... É até bom que as ações tenham um tanto de criatividade e abertura, pois quando chegamos com a idéia pronta, não estamos dando espaço para que os outros REALMENTE participem. É sempre bom lembrar que a participação também se dá, na medida do possível, no planejamento, na organização prévia... em todas as etapas. Acima, acabamos de dar uma pista: a educomunicação pressupõe a participação em todas as etapas. Na educomunicação não produzimos comunicação para as pessoas, produzimos com e para as pessoas, pois acreditamos que é o envolvimento nas dinâmicas educativas o que realmente vai gerar interesse em conhecer.

Ao longo dos anos a Viração foi experimentando algumas formas (ou metodologias) para trabalhar com educomunicação. Chegamos ao que chamamos de conceitos- chave da educomunicação da Vira. Seguem as essenciais:

Foco no processo[[1]] "Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. Todo pasa y todo queda, pero lo nuestro es pasar, pasar haciendo caminos, caminos sobre la mar." tradução: Caminhante, são teus rastros o caminho, e nada mais; caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao andar. Ao andar faz-se o caminho, e ao olhar-se para trás vê-se a senda que jamais se há-de voltar a pisar. Caminhante, não há caminho, somente sulcos no mar. de António Machado, poeta espanhol (1875 – 1939) Aprendemos fazendo. Conforme fazemos, aprendemos os detalhes, relacionamos aquilo que estamos fazendo com outros aprendizados. Descobrimos formas de fazer que são mais legais e mais a nossa cara. Temos idéias sobre outros lugares em que podemos pesquisar para aprofundar o que já sabemos. Isto vale para tarefas mais técnicas e práticas e para assuntos menos concretos, como por exemplo “o direito humano à comunicação”. Quanto mais estamos no meio desse debate, lendo, escrevendo, entrevistando especialistas e leigos etc, mais conhecemos sobre o tema e, de quebra, exercitamos o nosso direito à comunicação. Sentido de mobilização e transformação. As ações educomunicativas da Viração buscam motivar principalmente adolescentes e jovens a participarem com voz ativa da vida familiar, escolar, comunitária, cultural e política, na suas mais diversas instâncias. Acreditamos que isso não acontece do dia para noite, mas que vamos despertando para a participação, conforme participamos na prática. Desta forma, acreditamos que ao construir conhecimentos de forma coletiva já estamos transformando no presente. Durante o processo, entramos em contato com diversos temas e mídias. Temos a chance de escolher qual delas é mais a nossa cara. A cada encontro, podemos desenvolver diversos conteúdos: entrevistas, colagens, desenhos, cartazes, pesquisas. Estes pequenos conteúdos podem virar e alimentar diversas mídias, como: jornal mural, blogs, programas de rádio, fanzines, que por sua vez, poderão mobilizar mais adolescentes e jovens no processo. O importante é gerar diálogo. Por isso valem desde a mídia primária (o corpo) e suas extensões (voz, gesto, etc) até equipamentos da era digital, como máquinas fotográficas e filmadoras digitais. Lembrem-se também das expressões artísticas como poesia, música, cordel e outros. Durante o processo, temos a chance de experimentar, avaliar, adaptar sem pressa de chegar num método ideal, pois o aprendizado se faz justamente neste exercício atento para o processo e suas marcas.


Gestão democrática interna- externa[[2]] A forma ou o processo como fazemos as coisas determinam em grande medida seu resultado. Ou seja, se queremos transformar a escola, a sociedade e a comunicação em espaços com democracia, precisamos também em nosso dia-a-dia sermos democráticos. Isso inclui cuidarmos para que uma pessoa não tenha mais poder que outra, que as decisões e ações sejam feitas de forma compartilhada, que todos tenham acesso às informações importantes do processo. No caso da Viração, nossa equipe de colaboradores se organiza de forma a fazer valer nossos princípios de colaboração e cooperação. Esses princípios também são usados com a rede de virajovens e nas atividades de formação. Dentro do possível, também se propõe que a partir de certo ponto das formações, os próprios adolescentes possam fazer o planejamento de suas formações.

Cidade educomunicadora[[3]] Quem pode ensinar? Acreditamos que o conhecimento está em muitos lugares e não apenas na escola, universidade e nos livros, mas também nas redes, ONG´s, em instituições, parques e outros espaços da cidade e nas histórias de vida de cidadãos diversos. Por isso, usamos a idéia de envolver todos e todas da cidade com processos de ensino e aprendizado. Por exemplo, se você está em um grupo que quer fazer uma ação sobre o meio ambiente, vocês podem marcar uma conversa com um ambientalista da secretaria do meio ambiente de sua cidade ou de uma ong que trabalhe com o tema. O importante é ficar aberto para os espaços, pessoas e oportunidades de aprender e ensinar. Educomunicação entre pares: Os adolescentes são ao mesmo tempo aprendizes e educadores. Quando sabemos que aquilo que aprendemos não é só para gente e deve ser compartilhado, temos ainda mais vontade de aprender. Ao ensinar ou compartilhar, o saber torna-se mais profundo e enraizado. A Educomunicação entre pares também torna mais fácil o aprendizado, pois quem nos ensina é um par, ou seja, alguém que tem uma forma de se expressar parecida com a nossa e está em um meio- ambiente também próximo a nossa realidade.

Interdisciplinaridade[[4]] Onde está o conhecimento? Acreditamos que a construção do conhecimento sobre qualquer tema não está apenas em uma disciplina, mas em muitas delas. Por exemplo, vamos supor que você quer entender melhor como foi que o Estatuto da Criança e do Adolescente foi escrito. Sua pesquisa provavelmente passará pela história do Brasil no período da redemocratização, mas também você terá que pesquisar um pouco sobre leis, constituição, movimentos sociais, além de estudar um pouco de ciências sociais para entender como nossa sociedade alimentou processos de exclusão social. Tá vendo só? Uma só disciplina não dá conta de nos fornecer todas as explicações, por isso apostamos nesta diversidade e diálogo entre os saberes.

Olhar estrangeiro[[5]] Já notou que quando volta para casa de uma viagam, tudo o que era costumeiro parece se renovar? E parece que podemos compreender melhor como nos organizamos, o que está em jogo? É que sair de nosso habitat natural faz com que a gente tenha elementos para comparar nossa realidade com outras realidades. Isso é um grande conhecimento para nos tornarmos mais abertos, mais compreensivos e solidários com a diversidade do mundo. Propomos que qualquer ação de educomunicação leve isso em conta. O barato é organizar nossos amigos e companheiros de grupo para fazermos não apenas viagens, mas também realizarmos passeios para outros bairros, museus, universidades.

Do pequeno para o grande do grande para o pequeno "Seja a mudança que você quer ver no mundo" Mahatma Gandhi

Pare e pense: o que precisa ser transformado? Por onde devemos começar a fazer esta lista que promete ser grande? A aposta da Vira é a de buscar esta Viração articulando cinco frentes. Elas podem e provavelmente acontecerão de forma simultânea, pois acreditamos que quando transformamos algo em nosso microcosmo, isso ressoa no resto do mundo e vice-versa. “Acredito em coisas pequenas, moleculares... já imaginou se as pessoas são afetadas e todos começam a falar dessas coisas...” Nelson Lucero, terapeuta corporal.

As 5 frentes são:

EU[[6]] A educomunicação é uma experiência de conhecimento que pressupõe um trabalho de comunicação voltado para o outro e para a comunidade, mas que parte sempre de um trabalho contínuo de auto-conhecimento, ou melhor, auto-criação e transformação. Isso vale para os educandos, educomunicadores e qualquer outra pessoa envolvida no processo. A ideia é trabalhar com propostas que levem os participantes a perceberem-se como sujeitos únicos, tomando posse da sua realidade individual ao mesmo tempo em que se diferencia do outro e percebe que pode atuar junto em prol de objetivos comuns. As ações de educomunicação devem transformar o ambiente, mas também criar efeito nos indivíduos e em sua subjetividade (forma de existir). Cuidar e dar atenção a esta esfera que estamos chamando de “eu”, é analisar sobre como lidamos diante das situações da vida, como as coisas nos afetam e como afetamos as coisas. Como estamos nos cuidando? Por que estou assim hoje? Quando assumimos nossa existência, ganhamos espaço e autonomia para refletir, colocar-se no lugar do outro e entender o tempo presente como a melhor oportunidade de agir e mudar. Na esfera do “eu” podemos olhar para nossa história, a história de nossa família, nossos gostos, sonhos e desejos pessoais. Podemos ver que causas, estilos de vida, valores e princípios nos animam. Podemos analisar o efeito de minhas ações no mundo, meus lugares que precisam ser transformados, cultivados, valorizados. Também é a oportunidade de sentirmos nosso corpo, seu peso. O corpo pode ser entendido como mídia primária, levando em conta todo seu potencial comunicativo e re-valorizando esta consciência sobre o corpo na sociedade. A partir da consciência do corpo, do espaço que ele ocupa e de como ele pode interferir e reordenar o espaço cria-se condições para introduzir outras mídias, fortalecendo o senso de responsabilidade. Trabalhar o “eu” abre terreno para entendermos a importância dos Direitos Humanos e de sua validade “universal”. O que os direitos têm a ver comigo?”. A resposta a essa pergunta abre as conexões entre nossa vida e a história da humanidade que se organizou para criar a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.


OUTRO[[7]] Para a medicina tradicional chinesa, a relação entre as pessoas é uma das fontes responsáveis pela nossa manutenção de energia. A qualidade de nossas relações interferem no nosso bem estar. Já aconteceu de você chegar bem humorado na escola ou no trabalho, pronto para fazer uma reunião de grupo, e, de repente, as pessoas só ficarem reclamando e criando toda forma de obstáculos? Em pouco tempo, você deve ter se visto cansado, desanimado, pronto para ir embora. Às vezes somos nós que estamos irritados, sem saber exatamente o que temos ou queremos fazer, mal conseguimos prestar atenção ao quê as pessoas a nossa volta estão falando. Lembrou-se de alguma situação ou de alguém da família, amigos, professores, um desconhecido qualquer? Inevitavelmente ser humano envolve se relacionar com as pessoas nas mais diversas situações. Podemos escolher o grau de relação que podemos ter com as pessoas com quem convivemos. Podemos optar por sermos simples colegas ou compartilhar nosso universo mais íntimo. Mas o outro sempre faz parte da equação. E do mesmo jeito que ficamos desanimado com um colega que está com uma energia muito diferente da nossa, também nos contagiamos quando alguém chega feliz, brincando com leveza. As relações humanas são matéria de estudo para toda nossa vida. O fato é que uma boa convivência é algo a ser construído e que sempre podemos aprender com o outro. E que não podemos mudar o outro, mas sempre podemos transformar a relação que temos com os outros, isto sim está em nossas mãos. Nas atividades de educomunicação o outro sempre está presente, pois trabalhamos com muitas pessoas, trabalhamos para comunicar com e para o outro, batalhamos para que os direitos humanos seja para todos, temos que fazer inúmeras negociações políticas, conversar e articular com as pessoas mais variadas. Só sabemos sermos da espécie humana porque existe o outro.

COLETIVO[[8]]

Juntos somos mais fortes, juntos é mais divertido, juntos nossas ideias ficam ainda melhores. Na educomunicação, versão Viração, optamos pelo trabalho coletivo, pois acreditamos que a inteligência coletiva é aquela que melhor casa com a idéia de democracia participativa. E trabalhar em grupo é sempre um desafio. “Pequenos problemas imediatos do grupo (realização de um trabalho polêmico, transporte, alimentação, polícia, etc.) que podem ser aparentemente banais trazem discussões interessantes sobre temas políticos fundamentais do nosso dia-a-dia. E caso se chegue a uma solução momentânea, ela pode ter sido feita a partir da combinação da multiplicidade de conhecimentos presentes. É um aprendizado coletivo que pode nos mostrar que não há um único jeito de se fazer o que quer que seja: comer, ir de lá pra cá, conversar com alguém que não conhecemos, pedir ajuda, fazer perguntas, aprender sobre algum assunto, reclamar um direito, desfazer uma regra.

Não sem que um tanto de trabalho seja dedicado a isso. Quanto mais heterogêneo o grupo, mais interessante e maior a troca. Quanto mais convivência, amizade e delicadeza, mais força também. Quanto mais cada um pesquisa por si só aquilo que lhe é de interesse e divide isso com o grupo, mais temos chance de aprofundarmos nossas questões. Quanto mais vamos seguindo fórmulas e caminhos já experimentados, mais corremos o risco de pararmos de observar onde, como, com quem estamos e por que estamos ali. Acho que podemos aproveitar as oportunidades que temos para continuar a experimentar e evitarmos os padrões. Precisamos constantemente reinventar nossas relações.” (de Milena Durante) Um coletivo não se forma do dia para noite. É necessário, paciência, vontade, mudança, atitude e ousadia, como diz na capa da Viração. Mas parece ser o jeito mais prazeroso de trabalhar. As perguntas abaixo são para animar debates sobre o trabalho colaborativo: O que é importante haver para existir um coletivo? O que nos move? Como queremos trabalhar aqui? Quanto nos dedicamos a prestar atenção em nosso estado de espírito e a influência do mesmo nas pessoas? Quanto o humor do outro nos afeta? Como lidamos com isso? Que espaços e formas temos para falar com uma pessoa que nos chateou? Quantas vezes elogiamos, estimulamos ou agradecemos as pessoas? Como tomamos nossas decisões em grupo? Como ficamos sabendo do que está acontecendo? Como trabalhar as diferenças?

REDE[[9]] Mudanças sociais sempre exigem trabalho: pessoal, cultural, na economia, no entendimento sobre valores e princípios, nas relações, no que é considerado prioritário. Sendo assim, quanto mais o trabalho for distribuído entre cidadãos, poder público, terceiro setor, setor privado e demais instituições, esferas, espaços e acontecimentos mais chances teremos não só de nos comunicarmos com outras pessoas, mas envolvê-las conscientemente nos processos de transformação. Nas ações em rede, cada um, cada “nó” da faz o que sabe, pode e quer fazer melhor. O trabalho em rede envolve muita ação política, articulação, implementação de ações, e troca de informações. Não há uma pessoa ou uma instituição que sozinha tenha a melhor solução. A melhor solução está na mobilização dos diferentes níveis (local, regional, nacional e internacional) que juntos podem cooperar. A ação local com trabalho em rede permite a transformação social porque naquele microcosmo cheio de especificidades está a força de algo que acontece (realidade) e que pode, seguindo o efeito dominó afetar outros espaços e pessoas. “Fundamentos para o trabalho em rede” Uma rede é um sistema de nós e elos capaz de organizar pessoas e instituições, de forma igualitária e democrática, em torno de um objetivo comum. Eis os principais fundamentos de uma rede:

Autonomia: Cada integrante mantém sua independência em relação à rede e aos demais integrantes. Numa rede não há subordinação. Valores e objetivos compartilhados: O que une os diferentes membros de uma rede é o conjunto de valores e objetivos que eles estabelecem como comuns. Vontade: Ninguém é obrigado a entrar ou permanecer numa rede. O alicerce da rede é a vontade. Conectividade: Uma rede é uma costura dinâmica de muitos pontos. Só quando estão ligados uns aos outros é que indivíduos e organizações mantêm uma rede. Participação: A cooperação entre os integrantes de uma rede é o que a faz funcionar. Uma rede só existe quando em movimento. Sem participação, deixa de existir. Multiliderança: Uma rede não possui hierarquia nem chefe. A liderança provém de muitas fontes. As decisões também são compartilhadas. Informação: Numa rede, a informação circula livremente, emitida de pontos diversos e encaminhada de maneira não linear a uma infinidade de outros pontos, que também são emissores de informação. Descentralização: Uma rede não tem centro. Ou melhor, cada ponto da rede é um centro em potencial. Múltiplos níveis: Uma rede pode se desdobrar em múltiplos níveis ou segmentos autônomos, capazes de operar independentemente do restante da rede, de forma temporária ou permanente, conforme a demanda ou a circunstância. Sub-redes têm o mesmo "valor de rede" que a estrutura maior à qual se vinculam. Dinamismo: Uma rede é uma estrutura plástica, dinâmica e em movimento, que ultrapassa fronteiras físicas ou geográficas. Uma rede é multifacetada. Cada retrato da rede, tirado em momentos diferentes, revelará uma face nova.” (“O que é Trabalho em Rede” extraído do site da RITS - Rede de Informação para o Terceiro Setor - www.rits.org.br) na educomunicação, o trabalho em rede funciona muito bem quando estamos, por exemplo, trabalhando com projetos de transformação da escola e da comunidade. A articulação entre adolescentes e lideranças de uma comunidade, funcionários da escola e outros pode ser construída em torno da idéia de “comunicação comunitária”, que pode ter o papel principal de divulgar e problematizar os direitos das crianças e adolescentes naquela comunidade, funcionando como a linha que une os pontos da rede. Para este tipo de ação, o trabalho coletivo intergeracional, ou seja, a criança e adolescente trabalham em absoluto pé de igualdade em relação aos adultos, é essencial para que a mudança de atitude em relação aos mais jovens ocorra na prática.

AMBIENTE[[10]] Conheça o terreno onde você vai agir. Nossa ação tem tanto maior impacto quanto mais nós sabemos sobre “onde estamos pisando”, pois às vezes temos grandes ideias, mas não fazemos uma pesquisa prévia para avaliar se e como ela pode ganhar materialidade. Podemos conhecer os aspectos físicos deste terreno: as ruas, o mapa, os espaços/ instituições. Também é possível investigar as pessoas que têm relação com este terreno: quem são elas, qual é o histórico dessas pessoas, como se dão as relações humanas neste espaço, como estas pessoas se comunicam? Como está distribuído o poder neste lugar? Como está esse lugar? Quais são os problemas? Qual é a história para entendermos como se chega a determinadas situações? Ou, onde se verifica o problema com o qual estou trabalhando? Faça um diagnóstico sem poupar pesquisa até mesmo para que depois você tenha um base para comparar. É como aquelas propagandas de sabão em pó: antes a blusa manchada de lama e depois a roupa limpinha....

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